Condenado a 52 anos por feminicídio em Jaguapitã

Um homem de 35 anos foi sentenciado a 52 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, pelo feminicídio da ex-companheira, crime que ocorreu em Jaguapitã, no Norte Central do Paraná. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri na última segunda-feira, 20 de julho, após a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR).

O assassinato aconteceu na manhã de 13 de abril de 2025, quando a vítima se dirigia à missa de Domingo de Ramos, acompanhada pela mãe e pelos dois filhos menores. Conforme a denúncia, o réu chegou ao local em um veículo, desceu armado com uma faca e desferiu um golpe no pescoço da mulher, que faleceu no local devido a choque hemorrágico.

Durante o julgamento, os jurados acolheram as teses do MP-PR, reconhecendo que o crime foi motivado pela inconformidade do réu com o término do relacionamento e pela sua possessividade em relação à vítima, caracterizando-se assim como feminicídio dentro do contexto de violência doméstica e familiar.

O Conselho de Sentença também considerou a qualificadora de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o ataque foi súbito e sem possibilidade de reação. Na fixação da pena, foram levadas em conta circunstâncias agravantes, como o fato de o homicídio ter ocorrido na presença dos filhos e da mãe da vítima.

Adicionalmente, o descumprimento de medidas protetivas de urgência anteriormente impostas pela Justiça também pesou contra o condenado, que já havia sido formalmente notificado a respeito.

Além da pena privativa de liberdade, o Tribunal determinou que o réu pague R$ 300 mil por danos morais aos herdeiros da vítima. Desde o momento do crime, o homem estava preso preventivamente e continuará detido para cumprir a condenação imposta.

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