Na última quinta-feira, 23 de julho, o Exército Brasileiro executou a destruição de um bunker localizado em Vila Rica do Ivaí, distrito de Icaraíma, no Noroeste do Paraná. Segundo as autoridades, a estrutura era utilizada para guardar materiais vinculados ao tráfico de drogas e contrabando. A informação sobre a operação foi tornada pública no sábado, 25 de julho.
A ação militar foi coordenada pelo 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado, com sede em Apucarana, e contou com a colaboração da Polícia Militar Ambiental e do Instituto Água e Terra (IAT). Durante a operação, o bunker, que estava desocupado no momento da abordagem, apresentava dimensões de aproximadamente 2,5 metros de largura, 1,8 metro de altura e cinco metros de comprimento. Após uma inspeção detalhada, os militares utilizaram explosivos para demolir completamente a estrutura e evitar sua reutilização por organizações criminosas.
O coronel Ubiratã Ataíde Marcondes Filho, que comandou a ação, informou que a operação faz parte de um esforço interagências mais amplo, voltado para o combate a crimes transfronteiriços, como tráfico de drogas e contrabando, que são frequentes na região de fronteira. Ele destacou que as equipes permanecerão ativas na área para intensificar a fiscalização e dificultar a atuação de grupos criminosos.
A localidade onde o bunker foi destruído ganhou notoriedade em 2025, quando quatro homens foram assassinados após desaparecerem enquanto tentavam cobrar uma dívida de R$ 250 mil. Os corpos das vítimas foram encontrados 44 dias depois, enterrados em uma cova clandestina, todos apresentando marcas de disparos de arma de fogo. A Polícia Civil segue investigando o caso, que gerou grande repercussão no estado.
Os principais suspeitos do crime, entre eles Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza, ainda estão foragidos. A destruição do bunker é vista como uma medida importante no combate à criminalidade na região, que tem enfrentado desafios significativos relacionados ao tráfico e à violência.
A operação destaca o empenho das forças de segurança em desmantelar estruturas utilizadas por organizações criminosas e reforça a necessidade de ações integradas para enfrentar a complexidade dos crimes transfronteiriços.











