Polícias do Paraná e São Paulo desmantelam fábrica de armas em operação conjunta

Uma ação conjunta das polícias civis do Paraná e de São Paulo revelou uma fábrica clandestina de armas localizada Em Cambará, no Norte Pioneiro do Paraná. A operação, denominada Sillas, foi realizada na quinta-feira, 6 de agosto, e envolveu mais de 60 policiais. Durante a operação, 11 indivíduos foram detidos ao longo do cumprimento de ordens judiciais, que se estenderam a municípios do interior paulista.

A Delegacia da Polícia Civil de Cambará lidera as investigações com o suporte da Polícia Civil de Palmital (SP). No município paranaense, a Justiça autorizou a realização de três mandados de busca e apreensão em locais relacionados aos suspeitos. Os policiais focaram na busca de peças, máquinas, equipamentos e insumos que comprovassem a fabricação ilegal das armas.

As investigações indicam que os responsáveis pela fábrica recebiam encomendas e produziam armamentos de acordo com os pedidos dos criminosos. A divisão das atividades do grupo envolvia membros de ambos os estados. Enquanto o núcleo Em Cambará se encarregava da fabricação das armas, outros suspeitos atuavam em São Paulo, realizando o armazenamento e fracionamento de drogas, além de promover a venda das armas nas redes sociais e organizar a entrega aos compradores.

A abrangência das atividades ilegais se estendia por cidades como Palmital, Assis, Ibirarema e Campos Novos Paulista. Para a operação, foram emitidos 13 mandados de prisão temporária e 24 mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento das ordens, três pessoas foram detidas em flagrante por tráfico de drogas, enquanto outra foi presa por posse de arma de uso restrito. As apreensões incluíram porções de cocaína, crack e maconha, além de munições, joias, dinheiro e duas pistolas — uma de calibre 9 milímetros e outra .40.

Em Cambará, os policiais também encontraram um homem com um mandado de recaptura em aberto, que foi preso e levado ao sistema prisional. A Polícia Civil agora se dedica a identificar todos os integrantes da organização criminosa e a mapear o alcance do mercado ilegal que abastecia o grupo.

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