Câmara de Guarapuava sob investigação por suposta corrupção em regularização de obra

A Operação Fórmula Mágica, deflagrada em 26 de agosto de 2023, investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo o presidente da Câmara Municipal de Guarapuava, Pedro Moraes, do MDB. A ação judicial resultou na execução de 20 mandados de busca e apreensão, autorizados pela 2ª Vara Criminal da Comarca. Além de Moraes, os mandados atingiram um servidor da Câmara, um funcionário do Município, três sócios de uma farmácia e a construtora responsável por um edifício.

As investigações indicam que, entre 2022 e 2023, empresários tentaram regularizar a construção de um edifício iniciado em 2019, sem a devida aprovação do projeto e sem licença para a execução da obra. Após a obra ter sido embargada pela Secretaria Municipal de Habitação e Urbanismo, um dos empresários se encontrou com o presidente da Câmara no final de agosto de 2023, buscando meios para liberar a construção.

Conforme os indícios apurados, Moraes e o empresário teriam acordado um pagamento em torno de R$ 100 mil, com o objetivo de que o presidente do Legislativo intermediasse a regularização junto ao município. Há registros de que o pagamento foi realizado e que o empresário chegou a fotografar os valores entregues.

A investigação também revelou depósitos em dinheiro nas contas bancárias de Pedro Moraes, do ex-secretário municipal de Habitação e Urbanismo e de um servidor que atuava no setor tributário da Prefeitura. A suspeita é de que, após receber a vantagem indevida, Moraes tenha influenciado o então secretário para garantir a aprovação do projeto.

Ainda segundo as apurações, profissionais da área técnica se opuseram a assinar os documentos necessários para a liberação da obra. Em resposta a essa resistência, o então secretário teria assinado pessoalmente o alvará de construção e a aprovação do projeto, mesmo sem possuir formação em Engenharia Civil ou Arquitetura.

Os desdobramentos da operação refletem a preocupação com a integridade das ações públicas e a necessidade de fiscalização rigorosa em processos de regularização de obras no município. A investigação segue em curso, e novas informações podem surgir à medida que os detalhes do caso são analisados pelas autoridades competentes.

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