O treinamento de força vem ganhando espaço na rotina de muitas mulheres, que agora incluem barras e halteres em seus exercícios, desafiando a ideia de que apenas o treinamento cardiovascular é suficiente. Essa mudança é respaldada por evidências que mostram que o fortalecimento muscular é crucial para a preservação da saúde ao longo da vida.
Pesquisadores de Harvard realizaram um estudo que associa a prática de apenas 90 minutos semanais de treinamento de resistência a uma redução na probabilidade de morte prematura. Além disso, a atividade física regular está relacionada a um menor risco de desenvolvimento de doenças como demência e problemas cardíacos.
As diretrizes atuais de atividade física recomendam que adultos realizem exercícios de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana. Atualmente, cerca de 3% da população atinge essa meta, um avanço significativo em comparação aos 8% registrados no final da década de 1990 e no início dos anos 2000, quando apenas 20% das pessoas alcançavam essa frequência.
Uma questão que frequentemente surge entre praticantes é qual a quantidade de peso que uma mulher deve conseguir levantar e se essa quantidade deve mudar ao longo da vida. Nos últimos anos, tem-se popularizado a ideia de que qualquer pessoa deveria ser capaz de realizar um levantamento terra com o dobro do peso corporal e um agachamento com uma vez e meia o peso. No entanto, esses números não são padrões universais, mas sim referências de desempenho estabelecidas há décadas, principalmente para homens com experiência em levantamento de peso.
Esses parâmetros podem servir como metas motivadoras, mas se tornam enganosos quando considerados como requisitos universais. A força é uma característica individual e o peso que cada pessoa deve levantar varia amplamente. O importante é que as mulheres, independentemente da idade, pratiquem exercícios de resistência de forma adequada e segura, respeitando seus próprios limites e avanços.
A inclusão de treinamento de força na rotina de exercícios não apenas promove o desenvolvimento muscular, mas também contribui para a saúde geral, especialmente em faixas etárias mais avançadas. Portanto, é essencial que as mulheres se sintam encorajadas a explorar e integrar esses exercícios em suas práticas diárias, contribuindo assim para um envelhecimento saudável e ativo.











