Imagens capturadas por câmeras de segurança revelaram os momentos iniciais de um confronto envolvendo um guarda municipal de Curitiba, que está detido sob suspeita de assédio e importunação sexual contra adolescentes. O episódio ocorreu no dia 24 de agosto, no bairro Alto da Glória, e resultou em um disparo de arma de fogo feito pelo agente, que estava de folga e parado em um patinete.
As gravações mostram que o guarda, enquanto mexia no celular, foi abordado por um dos adolescentes presentes. Em seguida, o padrasto dos jovens se aproximou e iniciou uma agressão. A situação rapidamente escalou para uma luta corporal, que terminou com o guarda sacando sua arma e atirando contra um homem de 55 anos que havia o agredido, enquanto os adolescentes se afastaram do local.
O homem ferido foi socorrido e passou por cirurgia, continuando internado após o incidente. Entretanto, as gravações não capturaram a totalidade dos eventos que levaram à briga, deixando em aberto as circunstâncias que precederam a discussão inicial.
A defesa do guarda sustenta que ele agiu em legítima defesa, afirmando que foi atacado pelo padrasto e pelos dois adolescentes. O advogado do agente argumenta que o disparo foi necessário para interromper a agressão que ele estava sofrendo. "Eram três pessoas, o padrasto e mais dois adolescentes que estavam o agredindo incessantemente. Ele fez o disparo como forma de cessar essa agressão", declarou.
Além disso, a defesa contesta as alegações de assédio e importunação sexual, com o advogado afirmando que o guarda nega ter feito qualquer abordagem ou proposta de natureza sexual aos adolescentes. Ele sugere que as acusações de assédio podem ter sido criadas para justificar a agressão sofrida pelo agente.
O caso segue sob investigação, com a Corregedoria da Guarda Municipal e a Polícia Civil analisando as evidências e circunstâncias em torno do ocorrido. O guarda permanece detido enquanto os desdobramentos legais são aguardados.











