O Diretório Estadual do Mobiliza no Paraná apresentou, no dia 4 de setembro, um pedido formal à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar possíveis irregularidades na utilização da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) pela deputada federal Rosangela Moro, que foi eleita por São Paulo. O pedido, registrado sob o número 20260072838, questiona se as passagens aéreas financiadas com recursos públicos, com Curitiba como origem ou destino, estão relacionadas às atividades do mandato da parlamentar.
A representação solicita que o Ministério Público Federal analise se os deslocamentos realizados por Rosangela Moro estão em conformidade com as diretrizes da Câmara dos Deputados, conforme estabelecido no Ato da Mesa nº 43/2009. A investigação deve incluir a verificação de autorizações administrativas para viagens a cidades fora do estado de São Paulo, onde a deputada foi eleita.
Levantamentos realizados a partir de dados públicos de prestação de contas da Câmara revelam que grande parte dos deslocamentos da deputada tem Curitiba como um dos pontos. Em 2023, foram identificadas 38 passagens, das quais 19 tinham Curitiba como ponto de origem ou destino. Em 2024, foram 21 deslocamentos, sendo 19 relacionados à capital paranaense, representando aproximadamente 90,5% do total.
O Mobiliza enfatiza que o objetivo do pedido não é acusar a deputada, mas sim solicitar que as instituições competentes esclareçam como os recursos públicos estão sendo utilizados. A legenda ressalta a importância de que a apuração respeite o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocência.
Essa ação ocorre em um contexto de disputas políticas pelo Governo do Paraná. Alexandre Salomão, candidato pelo Mobiliza, enfatizou a fiscalização dos gastos públicos como um dos principais pontos de sua campanha. Ele, que é advogado, declarou que a representação visa permitir uma análise técnica dos dados para verificar se as normas que regulamentam a utilização da verba parlamentar foram devidamente cumpridas.
"Apresentamos à Procuradoria-Geral da República um pedido de apuração sério, técnico e responsável, não uma acusação", afirmou Alexandre Salomão, reiterando a necessidade de uma investigação minuciosa sobre a utilização dos recursos públicos pela parlamentar.











