O desaparecimento do estudante de medicina Ricardo Castro Rocha, de 26 anos, em uma viagem à Rússia, levanta sérias preocupações. O jovem, natural do Pará e residente em Ciudad del Este, na fronteira com o Brasil, foi visto pela última vez em 15 de abril, ao entrar em um carro com uma mala, desencadeando uma investigação complexa.
As autoridades paraguaias, com o apoio da Polícia Federal brasileira, apuram a hipótese de tráfico internacional de pessoas. Ricardo foi visto deixando seu apartamento com destino ao aeroporto de Foz do Iguaçu, no Paraná, marcando o início de uma jornada com destino incerto.
Segundo a Polícia Federal, o estudante embarcou em um voo de Foz do Iguaçu para São Paulo, e de lá seguiu para Moscou, com escala em Doha, no Catar. A chegada na capital russa estava prevista para 17 de abril, dia em que a família perdeu contato com ele e registrou o desaparecimento.
Desesperados, familiares viajaram para o Paraguai em busca de informações e descobriram a viagem internacional de Ricardo. “Ele havia dito à mãe que iria para Assunção, no Paraguai, e não mencionou a Rússia”, revelou a advogada da família à imprensa paraguaia, levantando suspeitas de aliciamento.
A advogada também aventa a possibilidade de Ricardo ter sido enganado com falsas promessas de recrutamento militar, um sonho que ele acalentava. A Fiscalía Regional de Ciudad del Este, vinculada ao Ministério Público do Paraguai, lidera a investigação, trabalhando com a hipótese de uma rede internacional de tráfico humano.
Fonte: http://massa.com.br










