O Senado Federal retomou suas atividades após o feriado da Semana Santa com uma produtividade notavelmente baixa. Nos dias 23 e 24 de abril, a Casa Alta do Congresso Nacional registrou um total de apenas 24 minutos de sessões deliberativas, levantando questionamentos sobre o engajamento dos parlamentares em pautas prioritárias. A ausência de figuras importantes e a aparente falta de urgência contrastam com a expectativa de atuação em temas cruciais para o país.
O esvaziamento do plenário foi notório, com quórum baixo e a ausência de senadores influentes. Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente da Comissão de Constituição e Justiça e um dos nomes de destaque do União Brasil, não compareceu às sessões. Em meio a turbulências internas no partido, a condução dos trabalhos ficou a cargo do segundo vice-presidente, Humberto Costa (PT-PE).
Na terça-feira, a sessão durou apenas dez minutos, resultando na aprovação de dois acordos internacionais. Já na quarta-feira, o ritmo se manteve, com a aprovação de quatro propostas em pouco mais de dez minutos. Entre as matérias aprovadas, estavam um substitutivo sobre transporte de animais domésticos em voos nacionais e um acordo científico com a Guatemala.
Além da curta duração das sessões, o Senado tem sido alvo de críticas pela lentidão na tramitação de pautas de grande impacto para a população. Temas como a reforma tributária, a regulamentação da inteligência artificial e os projetos de equilíbrio fiscal seguem com avanços limitados nas comissões, gerando insatisfação entre diversos setores da sociedade.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











