Um esquema de desvios bilionários no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está sob investigação da Polícia Federal. Entre 2019 e 2024, cerca de R$ 6,5 bilhões foram repassados a sindicatos e outras entidades, levantando suspeitas de irregularidades em grande escala.
O relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), divulgado recentemente, revelou um aumento alarmante nos descontos de mensalidades associativas cobrados de aposentados e pensionistas. A auditoria, que ouviu mais de mil beneficiários, constatou que 97,6% sofreram descontos indevidos, sem qualquer autorização prévia.
Os valores envolvidos impressionam: em 2022, os descontos somaram R$ 706 milhões. Contudo, em 2024, essa cifra disparou para R$ 2,8 bilhões, sem justificativa aparente. A CGU apurou que a maioria dos entrevistados não possuía qualquer vínculo com as entidades que realizavam os descontos.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto, com o objetivo de desmantelar o esquema de desvios, que pode alcançar R$ 6,3 bilhões. “Estamos investigando uma série de crimes, como corrupção ativa e passiva, falsificação de documentos, organização criminosa e lavagem de dinheiro”, afirmou um dos investigadores.
Em decorrência das investigações, seis pessoas foram afastadas de suas funções, incluindo o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que foi exonerado. O caso segue em apuração, com o objetivo de identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los pelos crimes cometidos.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











