A Justiça de São Paulo concedeu liberdade provisória a Rodrigo de Paula Morgado, contador de 31 anos, apontado pela Polícia Federal como membro do setor financeiro de uma facção do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele é suspeito de envolvimento em um esquema de tráfico de cocaína para a Europa e África utilizando veleiros.
Morgado foi preso em flagrante na última terça-feira, durante a Operação Narco Vela, uma ação conjunta da PF com forças especiais antidrogas dos Estados Unidos, Espanha e França. A prisão ocorreu em um hotel em São Paulo, sob a acusação de porte ilegal de uma pistola Taurus 9 mm.
A decisão de soltura atendeu a um pedido da defesa, com o desembargador Lauro Mens de Mello argumentando que o contador não representa “risco à ordem pública”. O magistrado considerou que a situação, apesar de grave, não justificava a manutenção da prisão preventiva, levando em conta os antecedentes e as condições pessoais do acusado.
Embora reconhecendo a seriedade do crime de porte de arma de fogo de uso restrito, o desembargador avaliou que tal fato, por si só, não era suficiente para sustentar a prisão. Ele ressaltou que eventuais medidas mais severas deveriam ser decididas pelo juiz responsável pelo processo, com base no conjunto da investigação.
A prisão preventiva foi convertida em medidas cautelares, como comparecimento periódico à Justiça e proibição de portar armas. Segundo a defesa, Morgado é um “contador de renome”, sem antecedentes criminais, com emprego e residência fixa, responsável pelo sustento de diversas famílias através da sua empresa. A defesa também alega que Morgado é Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e tem documentação regular da arma.
De acordo com a Polícia Federal, o contador teria uma ligação próxima com Marco Aurélio de Souza, conhecido como “Lelinho”, apontado como líder do grupo do PCC responsável pelo envio internacional de drogas em veleiros e lanchas de alta performance.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











