A bancada do PDT na Câmara dos Deputados anunciou, nesta terça-feira, o rompimento com a base do governo Lula. A decisão, que envolve os 17 parlamentares da legenda, ocorre poucos dias após a demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, em meio a investigações de fraudes nos descontos de aposentados do INSS.
O líder do partido, deputado Mário Heringer (MG), enfatizou que o PDT não se juntará à oposição, optando por uma postura de independência na Câmara. Ele também procurou minimizar a relação direta entre a saída de Lupi e a decisão do partido. “Esse problema de relacionamento com o governo já vem há muito tempo”, afirmou Heringer, ressaltando que a questão do INSS foi apenas o catalisador.
“Apoiar o governo Lula não é problema nenhum para a gente, até porque é o governo que está aí… Mas o governo Lula não está dando a reciprocidade e o respeito que o PDT julga merecer”, completou o deputado, indicando que a falta de apoio governamental foi um fator crucial na decisão.
O ex-deputado federal Wolney Queiroz, também do PDT, que era o secretário executivo do ministério, assumiu o comando da pasta da Previdência no lugar de Carlos Lupi. A troca no comando do Ministério da Previdência ocorreu após a deflagração de uma operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU).
A investigação apura um suposto esquema de descontos não autorizados de mensalidades associativas em benefícios do INSS. As investigações apontam que as irregularidades começaram em 2019 e prosseguiram nos últimos anos, gerando a exoneração do então presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, e o afastamento de outros dirigentes. A PF estima que as irregularidades envolvam parte dos R$ 6,3 bilhões movimentados entre 2019 e 2024.










