Em sua primeira entrevista desde que deixou a Casa Branca, o ex-presidente Joe Biden abordou a controversa decisão de não buscar a reeleição. Ele justificou a escolha como “correta, mas difícil”, minimizando o impacto que uma possível candidatura teria tido no resultado final da eleição vencida por Donald Trump.
Biden argumentou que o momento da retirada foi estratégico, ressaltando a força da chapa democrata com Kamala Harris e o sucesso da agenda implementada. “Saímos num momento em que tínhamos uma boa candidata [Kamala Harris], com a campanha totalmente financiada”, afirmou, adicionando que a decisão, embora árdua, foi a mais sensata.
Além disso, o ex-presidente manifestou preocupação com o futuro das relações transatlânticas e, em particular, com a coesão da OTAN sob a nova administração. Ele destacou a importância da aliança militar, especialmente após a adesão da Finlândia e da Suécia durante seu mandato.
Biden alertou para o risco de um possível enfraquecimento da liderança americana no cenário global, o que poderia abrir espaço para a ascensão de potências como China e Rússia. “Acredito que mudaria a história moderna do mundo se isso acontecesse”, enfatizou, sublinhando a importância da unidade entre os Estados Unidos e a Europa.
O ex-presidente também comentou sobre a divulgação de trechos de conversas entre membros do governo Trump, interpretando-os como um sinal de desprezo pela aliança transatlântica. Segundo Biden, a visão de alguns integrantes da nova administração de que a Europa seria um “parasita geopolítico” pode minar a confiança na liderança americana.
Fonte: http://revistaoeste.com











