Vereador denuncia ‘podridão’ no INSS e ação judicial exige explicações de Lula sobre descontos não autorizados

O vereador de Curitiba, Guilherme Kilter (Novo), classificou como um escândalo de grandes proporções as denúncias de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões pelo INSS. Ele cobrou uma resposta imediata do governo federal diante das suspeitas.

Kilter, em entrevista ao Jornal da Oeste, detalhou a ação popular que protocolou em conjunto com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). A ação exige explicações do presidente Lula e a responsabilização dos envolvidos em um esquema que pode chegar a R$ 200 bilhões em desvios.

“O governo precisa se responsabilizar”, declarou Kilter, referindo-se aos valores inicialmente estimados em R$ 6,3 bilhões, que rapidamente escalaram para R$ 90 bilhões e, segundo a imprensa, podem atingir a marca de R$ 200 bilhões.

A ação judicial movida por Kilter e Ferreira pede o afastamento de autoridades, a anulação de atos administrativos que permitiram os descontos, a suspensão imediata de pagamentos suspeitos e o ressarcimento das vítimas lesadas pelos descontos indevidos.

Segundo Kilter, o juiz federal Valdemar Cláudio de Carvalho, responsável pelo caso, concedeu um prazo de 48 horas para que o governo apresente explicações e determinou que o Ministério Público Federal acompanhe de perto a investigação.

O vereador criticou a substituição do comando do Ministério da Previdência, mesmo após a demissão do então ministro Carlos Lupi. “O Lula fez essa troca só pra inglês ver, porque ele pegou o braço direito do Lupi, do PDT, e colocou no Ministério da Previdência”, afirmou Kilter, questionando a efetividade da mudança.

Questionado sobre a legalidade das entidades que se beneficiaram dos repasses, Kilter foi enfático: “Tudo que a gente vê aí nessa questão do INSS fede, cheira mal, é complicado, tem ilegalidade pra todo lado que você olha, em todo lugar que você pisa”.

A ação também busca anular os atos administrativos que facilitaram os descontos, incluindo a derrubada de uma medida provisória do governo Bolsonaro que visava impedir fraudes. De acordo com Kilter, a queda dessa medida abriu caminho para os “descontos automáticos” realizados por associações e sindicatos.

Kilter mencionou que já havia recorrido à ação popular em outra ocasião, contra o que classificou como “gabinete paralelo da Janja”. Ele expressou otimismo em relação à condução do caso do INSS, afirmando que a urgência demonstrada pelo juiz “me deixa muito otimista em relação à visão da urgência do juiz sobre esse caso.”

Fonte: http://www.revistaoeste.com

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