EUA Acolhem Grupo de Afrikaners Sul-Africanos sob Política de Prioridade a Vítimas de Discriminação Racial

Os Estados Unidos deram as boas-vindas a um grupo de 59 sul-africanos da etnia africâner nesta segunda-feira, marcando a implementação de uma diretiva emitida pelo então presidente Donald Trump. A ordem executiva visava priorizar o reassentamento de africâneres que alegam ser vítimas de “discriminação racial injusta” em seu país de origem. A chegada desse grupo reacende o debate sobre a situação dos africâneres na África do Sul e as políticas de imigração dos EUA.

O voo fretado pelo governo americano pousou no Aeroporto Internacional de Dulles, nos arredores de Washington, onde as famílias foram recebidas pelo subsecretário de Estado, Christopher Landau. Em um gesto de boas-vindas, Landau expressou: “Bem-vindos à América. Quero que vocês saibam que são realmente bem-vindos aqui.” As cenas da chegada, com crianças acenando bandeiras dos EUA, contrastam com a longa espera enfrentada por muitos outros refugiados em todo o mundo.

Documentos obtidos pela imprensa revelam que os recém-chegados receberão auxílio habitacional e acompanhamento de assistentes sociais, além de incentivos para uma rápida integração no mercado de trabalho. O governo espera que os adultos busquem empregos de nível inicial, como em áreas de armazenamento, manufatura e atendimento ao cliente, com a possibilidade de ascensão profissional ao longo do tempo.

A decisão de priorizar o reassentamento de africâneres gerou debates. Stephen Miller, ex-vice-chefe de gabinete da Casa Branca, defendeu a medida, alegando que os africâneres sofrem perseguição racial em seu país. “Isto é perseguição com base em uma característica protegida, neste caso, raça”, afirmou Miller, ecoando declarações de Trump que, em ocasiões anteriores, chegou a falar em “genocídio” contra fazendeiros brancos na África do Sul.

Enquanto a maioria dos refugiados planeja se estabelecer em estados como Minnesota, Nevada, Idaho, Carolina do Norte e Iowa, o processo acelerado de reassentamento, que levou cerca de três meses, levantou questionamentos. Um funcionário do governo, sob condição de anonimato, chegou a classificar a situação como uma possível “fraude imigratória”, contrastando com a longa espera enfrentada por outros solicitantes de refúgio. A Organização Internacional para as Migrações (OIM), vinculada à ONU, recusou-se a participar do processo, evidenciando a divisão de opiniões sobre a iniciativa.

Tammy Bruce, porta-voz do Departamento de Estado, reforçou o compromisso dos EUA em proteger vítimas de discriminação racial, alinhando a ação com a política externa “America First”. O Comitê de Refugiados e Imigrantes dos EUA (USCRI) declarou que seguirá as ordens do governo, demonstrando disposição em colaborar com o programa de reassentamento.

Fonte: http://revistaoeste.com

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