Em Itacoatiara, cidade com mais de 100 mil habitantes no coração do Amazonas, a falta de atendimento presencial do INSS para perícias médicas expõe uma dura realidade. Moradores, frequentemente em situação de vulnerabilidade, precisam enfrentar uma jornada de até seis horas até Manaus para ter acesso a um direito fundamental.
A ausência de uma unidade do INSS em Itacoatiara agrava a situação de quem mais precisa. A impossibilidade de arcar com os custos de transporte, alimentação e hospedagem impede que muitos trabalhadores doentes e incapacitados busquem seus direitos, perpetuando um ciclo de pobreza e exclusão.
“O INSS deveria ser um instrumento de proteção social. Deveria garantir o mínimo para quem não tem nada. Mas o que se vê no Amazonas é o contrário: uma ausência gritante do Estado”, denuncia uma advogada que atua na região. A situação se agrava em municípios menores, como Japurá, Anamã e Itapiranga, onde o acesso aos serviços do INSS é ainda mais precário.
Essa invisibilidade imposta aos moradores do interior do Amazonas clama por uma ação urgente do governo federal. A garantia do acesso às perícias médicas, seja por meio de unidades presenciais ou equipes itinerantes, é um dever do Estado e uma questão de justiça social.
É fundamental que a voz da população amazonense seja ouvida, exigindo o cumprimento de seus direitos. Afinal, como conclui a advogada, “Direito não é favor. É dever do Estado. E quem vive no interior do Amazonas não pode mais esperar.”
Fonte: http://pleno.news











