A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), agência da ONU, concluiu que a Rússia é responsável pela destruição do voo MH17 da Malaysia Airlines em 2014, sobre o território da Ucrânia. A tragédia resultou na morte de 298 pessoas e gerou tensões geopolíticas duradouras. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (12), reacendendo o debate sobre a responsabilidade pelo incidente.
A OACI, sediada em Montreal, Canadá, acolheu as reclamações apresentadas por Austrália e Holanda, que buscavam responsabilizar a Rússia pelo ocorrido. A agência da ONU declarou que a Rússia falhou em cumprir suas obrigações sob o Direito Aéreo Internacional. A decisão representa um marco, sendo a primeira deliberação de mérito da OACI sobre o caso.
Em resposta, o Kremlin rejeitou veementemente as acusações, classificando a decisão da OACI como tendenciosa. O porta-voz Dmitri Peskov reiterou que a Rússia não participou da investigação e, portanto, não aceita as conclusões apresentadas. “Nossa posição é bem conhecida”, afirmou Peskov, mantendo a postura de negação do envolvimento russo.
A Austrália, por outro lado, saudou a decisão da OACI como um “momento histórico na busca da verdade, da justiça e da prestação de contas”. O governo australiano expressou solidariedade às vítimas e seus familiares, reafirmando seu compromisso em garantir que os responsáveis sejam responsabilizados. A Holanda também manifestou satisfação com a decisão, considerando-a um passo importante para a justiça, embora não possa eliminar a dor das famílias.
Relembrando o caso, o voo MH17 fazia a rota Amsterdã-Kuala Lumpur quando foi abatido por um míssil em 17 de julho de 2014, sobre a região de Donbass, na Ucrânia, controlada por separatistas pró-Rússia. Em 2022, um tribunal holandês condenou à revelia dois russos e um ucraniano à prisão perpétua pelo envolvimento no crime. Apesar das condenações, as investigações foram suspensas por falta de novas evidências para processar outros suspeitos.
Fonte: http://revistaoeste.com











