Emirados Árabes Unidos Exigem Libertação de Reféns e Fim do Poder do Hamas em Gaza

Em uma declaração contundente, os Emirados Árabes Unidos (EAU) manifestaram sua prioridade para a estabilização da Faixa de Gaza: a libertação imediata dos reféns israelenses e a remoção do Hamas do poder. A exigência foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Abdullah bin Zayed Al Nahyan, em entrevista à Fox News, na quinta-feira, 15 de junho.

“Primeiro, libertar os reféns, precisamos de calma em Gaza”, declarou Zayed Al Nahyan, enfatizando a necessidade de uma autoridade que não seja o Hamas para governar a região. Ele acrescentou que os Emirados Árabes Unidos estão dispostos a contribuir com ideias para o futuro da Faixa de Gaza, se houver abertura para tal.

O chanceler expressou ainda a percepção de insatisfação entre os membros da Autoridade Palestina, com quem teve conversas recentes. “Acredito que eles estão bastante cansados da situação atual e isso é evidente”, afirmou. Ele ressaltou que o futuro papel da Autoridade Palestina dependerá da colaboração entre Estados Unidos e Israel, mas enfatizou que, em última análise, a administração do local deve ser palestina.

Em contraste com a postura dos Emirados Árabes Unidos, o governo brasileiro, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, tem evitado críticas diretas ao Hamas. Lula chegou a ser declarado *persona non grata* em Israel devido a suas declarações sobre as ações militares israelenses em Gaza, que classificou como genocídio.

Adicionalmente, Al Nahyan destacou o papel humanitário dos Emirados Árabes Unidos, que, segundo ele, fornecem mais de 42% da ajuda internacional destinada a Gaza nos últimos dois anos. Ele atribuiu a capacidade de fornecer tal assistência aos Acordos de Abraão entre os Emirados e Israel, bem como ao papel desempenhado pelo ex-presidente Donald Trump.

Paralelamente, o presidente dos Emirados Árabes Unidos, xeique Mohammed bin Zayed Al Nahyan, anunciou planos de investir US$ 1,4 trilhão nos Estados Unidos nos próximos dez anos. O anúncio foi feito durante uma visita de Donald Trump aos Emirados Árabes Unidos, sinalizando um fortalecimento das relações bilaterais.

Fonte: http://revistaoeste.com

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