A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) expressaram forte preocupação com o futuro das universidades federais, diante de recentes medidas do governo Lula que restringem o financiamento dessas instituições. Em nota conjunta, as entidades alertam para o impacto devastador que a medida pode ter na pesquisa e no ensino superior do país.
Um decreto presidencial, datado de 30 de abril, autoriza o Ministério da Educação (MEC) a liberar apenas 61% do orçamento previsto para as universidades federais até o mês de novembro. De acordo com as academias, essa drástica redução inviabiliza o funcionamento básico das universidades, comprometendo atividades administrativas, acadêmicas e científicas essenciais ao longo do ano.
As instituições destacam que as universidades públicas são responsáveis por mais de 90% da produção científica nacional. “A limitação orçamentária imposta não somente ameaça a continuidade das pesquisas, como também compromete a formação de profissionais altamente qualificados, essenciais para o desenvolvimento econômico, social e tecnológico do país”, afirmam na nota.
A nota também ressalta o papel crucial das universidades públicas como instrumentos de ascensão social, oferecendo oportunidades a estudantes de baixa renda. Segundo as entidades, os cortes orçamentários podem prejudicar o acesso desses estudantes ao ensino superior, “empurrando os mais vulneráveis para o ensino privado e o endividamento.”
Helena Bonciani Nader, presidente da ABC, e Renato Janine Ribeiro, da SBPC, assinam a nota, na qual criticam a contramão da política de países desenvolvidos, que priorizam investimentos em educação e ciência. As academias reiteram a importância de garantir o pleno funcionamento das universidades federais para o avanço da ciência, da educação e da soberania nacional.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











