O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reiterou no Senado a importância da visita do presidente Lula a Moscou, na Rússia, durante as comemorações do Dia da Vitória. A data marca os 80 anos da derrota do nazismo na Segunda Guerra Mundial, um evento de grande significado histórico global.
Vieira enfatizou que a viagem teve um caráter exclusivamente celebratório, sem qualquer outra intenção subjacente. “A viagem à Rússia foi única e exclusivamente uma celebração… Era o momento de realmente ser festejado e ser comemorado”, afirmou o chanceler, ressaltando a importância de marcar a derrota de um regime que assolou o mundo.
O ministro também lembrou a contribuição crucial do Brasil na luta contra o fascismo e o nazismo, com o envio de cerca de 20 mil soldados à Europa. Além disso, destacou o papel fundamental da antiga União Soviética (URSS) na derrota do nazismo, mencionando as milhões de vidas perdidas.
Entretanto, a visita de Lula gerou críticas de opositores e parte da mídia, que interpretaram o gesto como um apoio ao presidente russo, Vladimir Putin, em meio ao conflito na Ucrânia. Vieira rebateu as críticas, lembrando que Lula sempre condenou a invasão, mas defende o diálogo com todas as nações como forma de buscar uma solução pacífica para o conflito.
De acordo com o chanceler, o Brasil, junto com a China, se dispôs a atuar como mediador para uma solução negociada na Ucrânia. O encontro com Putin, para Vieira, está alinhado com a política externa brasileira de manter relações com todos os países, fortalecendo a parceria estratégica em áreas como comércio, energia e ciência e tecnologia.
Além da questão ucraniana, Lula aproveitou o encontro para discutir questões bilaterais, como o comércio de US$ 12 bilhões entre os dois países, especialmente a importação de fertilizantes para a agricultura brasileira. “A visita à Rússia serviu igualmente ao fortalecimento da nossa parceria estratégica em diversas vertentes… Todos os países também têm que olhar e ver os seus interesses”, concluiu Vieira.
Na mesma audiência no Senado, Vieira explicou o asilo político concedido à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, condenada por corrupção. Ele justificou a decisão com base em motivos de saúde e acordos internacionais, ressaltando a urgência humanitária do caso.











