A memória afetiva do brasileiro se ancora em momentos de glória, especialmente aqueles vividos nos campos de futebol. Impossível esquecer os craques de 1994, Taffarel, Romário, Bebeto e companhia, que nos devolveram a alegria do tetra. Uma seleção que personificava a esperança de um país, vestindo a camisa amarela como um manto sagrado.
Mais tarde, em 2002, o penta reacendeu a paixão com Marcos, Cafu, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. No entanto, o presente da Seleção Brasileira, marcado por um jogo burocrático e sem brilho, evoca uma profunda nostalgia nos torcedores. Aquele grito de gol, outrora uníssono, agora se perde na descrença e no tédio.
Enquanto a bola não rola com a mesma magia, outros 11 entram em campo, mas em outra arena. Sem o apoio popular e com uniformes que remetem ao luto, esses jogadores usam canetas poderosas para tomar decisões que impactam a vida de milhões. São os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), cujas ações geram debates acalorados e polarização.
“O tempo em que os 11 importantes levantavam troféus acabou”, lamenta-se. Agora, as decisões judiciais definem o rumo do país, com o poder de prender e soltar, moldando o jogo da vida no Brasil. Uma recente decisão de cinco ministros do STF, que revogou parcialmente uma decisão tomada por representantes eleitos pelo povo, reacendeu o debate sobre os limites da atuação do judiciário.
Em meio a essa complexidade, a saudade do futebol vibrante e da democracia idealizada persiste. A lembrança de Pelé, Jairzinho, Tostão e os demais heróis do tri ecoa como um grito de esperança em um futuro onde o jogo seja jogado com mais justiça e paixão.
Fonte: http://pleno.news











