O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, expressou admiração pelo modelo de segurança pública implementado em El Salvador sob a liderança do presidente Nayib Bukele. Em entrevista ao Arena Oeste, Zema revelou planos de visitar o país centro-americano para estudar de perto a estratégia que, segundo ele, reduziu a criminalidade em 98% em quatro anos.
Para Zema, a política de “bandido preso” em El Salvador representa o “programa de combate ao crime mais bem-sucedido da história da humanidade”. Durante a entrevista, o governador também reafirmou suas críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), acusando a legenda de ter deixado Minas Gerais em situação de “ruína, arraso e destruição”.
Zema detalhou que sua gestão tem se pautado pela austeridade, com a extinção de milhares de cargos públicos e a redução do número de secretarias. Ele também criticou o que considera gastos excessivos do governo federal, especialmente em relação à Presidência da República e à primeira-dama Janja, afirmando que “deveríamos tratar o Estado como algo que, a todo gasto, você está tirando dinheiro de quem está passando fome”.
O governador também levantou a possibilidade de perseguição política, citando uma operação da Polícia Federal em uma empresa de sua família. Em relação ao cenário político nacional, Zema defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro como o principal nome da direita e manifestou disposição em trabalhar pela união do campo conservador contra o PT, visando as próximas eleições presidenciais.
Em relação ao combate ao crime, Zema propôs medidas mais rigorosas, como tratar o crime organizado como terrorismo e estadualizar as leis penais. Ele também se posicionou a favor da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro e, questionado sobre um possível indulto a Bolsonaro, caso eleito presidente, respondeu afirmativamente, argumentando a necessidade de “olhar para o futuro”.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











