O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que pode renunciar ao seu mandato para se dedicar integralmente às suas atividades nos Estados Unidos. A declaração surge em meio à autorização do STF para a abertura de um inquérito que investiga sua suposta interferência no Judiciário brasileiro. Segundo a PGR, Eduardo teria se articulado com autoridades norte-americanas para pressionar por sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.
“A minha pauta prioritária, na verdade única aqui nos EUA, é sancionar Moraes para colocar um freio no pior ditador que a minha geração já viu”, afirmou Bolsonaro em entrevista. Ele ainda complementou: “Se isso daí não ocorrer, vou ficar eternamente aqui nos EUA.” A justificativa para sua permanência no exterior seria a busca por apoio para ações contra o ministro do STF.
Eduardo Bolsonaro questiona a investigação, relembrando que a própria PGR já havia solicitado o arquivamento de uma ação semelhante em março. “O procurador-geral da República disse que a atividade era lícita”, argumentou o deputado. “Portanto, não havia nada errado. Sigo fazendo o mesmo trabalho. Qual é o fato novo para agora?”
O deputado defende que suas ações visam denunciar violações de direitos humanos no Brasil. Ele afirma ter apresentado a congressistas norte-americanos denúncias de censura, bloqueio de contas bancárias e perseguição a influenciadores conservadores. Entre os nomes citados estão Paulo Figueiredo, Rodrigo Constantino, Allan dos Santos e Ludmila Lins Grilo.
Ao abordar a possibilidade de aplicação da Lei Magnitsky, Eduardo Bolsonaro afirmou que há respaldo de autoridades dos EUA. Ele acredita que uma ordem executiva para sancionar o ministro Alexandre de Moraes estaria sendo considerada pelo ex-presidente Donald Trump. O deputado ainda criticou decisões do STF que, segundo ele, comprometem o equilíbrio entre os Poderes.
Por fim, Eduardo comentou sobre a possibilidade de ser alvo de processos que o impediriam de concorrer nas eleições de 2026. Ele também respondeu às declarações do líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), que pretende acionar o Conselho de Ética para pedir a cassação de seu mandato, afirmando que não se deixará intimidar.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











