O deputado federal Nicoletti (União-RR), juntamente com os parlamentares Felipe Francischini (União Brasil-PR) e Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), formalizaram uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando investigação sobre um convênio de R$ 15,8 milhões firmado entre o Ministério do Trabalho e a Unisol Brasil. A ação levanta suspeitas de irregularidades no contrato, que tem como objetivo a retirada de resíduos sólidos da Terra Yanomami, em Roraima.
Os parlamentares alegam que o acordo apresenta indícios de favorecimento político por parte do governo federal à ONG, supostamente ligada a integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT). A representação busca apurar a lisura do processo e a capacidade da Unisol em executar o projeto de forma eficaz na região. A proximidade da ONG com figuras importantes do governo também é questionada.
Um dos pontos levantados na denúncia é a ligação histórica da Unisol com o atual Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que já foi presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, onde a ONG está sediada. Segundo os deputados, essa relação “vai além de coincidência institucional, comprometendo os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa”. A sede da Unisol, localizada no subsolo do sindicato, também chamou a atenção dos parlamentares.
Além do possível conflito de interesses, a representação questiona a capacidade técnica da Unisol para atuar na Terra Yanomami, destacando a ausência de presença física da entidade em Roraima e a falta de equipe especializada ou plano operacional adequado às necessidades da região. Os deputados também criticam o repasse dos recursos em parcela única, liberados apenas três dias após a assinatura do termo de fomento, mesmo com as atividades previstas para iniciar somente no segundo semestre de 2025.
Diante das suspeitas, os deputados solicitam ao TCU a abertura imediata de investigação, a suspensão de novos repasses até a conclusão do processo, a responsabilização dos envolvidos e a emissão de recomendações para prevenir a repetição de práticas semelhantes em outras ações governamentais. Eles alegam que o processo de escolha da entidade careceu de transparência e apresentou avaliações técnicas inconsistentes, levantando dúvidas sobre a real finalidade do convênio.
Fonte: http://www.revistaoeste.com










