Em uma escalada do conflito, forças ucranianas realizaram um ataque coordenado na noite de segunda-feira, danificando a estratégica ponte da Crimeia, que liga a Rússia à península anexada em 2014. O Serviço Secreto da Ucrânia (SBU) reivindicou a autoria, detalhando o uso de explosivos subaquáticos na operação. Este é o terceiro ataque à ponte, considerada por Kiev uma rota chave de abastecimento russo.
O ataque, que ocorreu às 4h44 no horário local, envolveu 1,1 mil kg de explosivos e, segundo o SBU, foi executado por agentes infiltrados que instalaram os dispositivos nas bases da ponte. Imagens da operação foram divulgadas pelo serviço secreto, que declarou: “Já atingimos a ponte da Crimeia duas vezes, em 2022 e 2023. Hoje, continuamos essa tradição, agora debaixo d’água”.
Após o ataque, o tráfego de veículos foi interrompido, mas retomado no final do dia, enquanto o transporte marítimo na área de Sebastopol foi suspenso. O SBU classificou a condição da ponte como “crítica”. A ação ocorre dois dias depois de a Ucrânia alegar ter destruído dezenas de aeronaves russas em um ataque no último fim de semana.
Simultaneamente ao ataque à ponte, um blecaute de grande escala atingiu regiões ocupadas da Ucrânia. Um ataque com drones derrubou o fornecimento de energia em Kherson e Zaporíjia, afetando cerca de 700 mil pessoas. Este foi o maior apagão provocado por ação militar desde o início da guerra.
A estatal russa Rosatom informou que, apesar do blecaute, não há risco imediato à usina nuclear de Zaporíjia, que depende de energia externa para manter seus sistemas vitais. “A situação está sendo mantida estável com geradores, mas é complexa”, disse Alexei Likhatchev, presidente da Rosatom, à agência RIA Novosti. As regiões de Kherson e Zaporíjia são de importância estratégica para Moscou, formando um corredor terrestre entre a Rússia continental e a Crimeia.
Fonte: http://revistaoeste.com











