Os Estados Unidos anunciaram novas restrições de visto a funcionários de governos da América Central, acusando-os de envolvimento em esquemas de exploração de médicos cubanos. A medida, revelada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, visa responsabilizar indivíduos que, segundo Washington, lucram com o trabalho forçado e práticas abusivas dentro das missões médicas de Cuba. Embora os nomes e países dos sancionados não tenham sido divulgados, a decisão representa um novo capítulo na longa história de tensões entre EUA e Cuba.
Rubio, figura proeminente na oposição ao regime cubano, declarou que as restrições visam proteger os profissionais de saúde e impedir que o governo de Cuba se beneficie de práticas exploratórias. “Essas medidas promovem a responsabilização daqueles que apoiam e perpetuam práticas exploratórias”, afirmou o secretário, reiterando a acusação de que o programa de exportação de mão de obra de Cuba “abusa dos participantes”. Segundo ele, o processo enriquece o regime cubano e priva os cidadãos de atendimento médico essencial.
Havana nega veementemente as acusações, classificando-as como campanhas difamatórias. O governo cubano, liderado por Miguel Díaz-Canel, ainda não se manifestou sobre as novas sanções. Contudo, Cuba tem defendido há décadas suas missões médicas como atos de solidariedade internacional, destacando sua atuação em desastres naturais e surtos de doenças ao redor do mundo. Desde a revolução de 1959, Cuba mantém o que chama de “exército de jalecos brancos”, presente em diversas regiões globais.
As missões médicas cubanas também se tornaram uma importante fonte de receita para o país, que enfrenta uma prolongada crise econômica. Em troca de serviços médicos, Cuba recebe dinheiro ou bens, o que tem sido vital para sua economia. O Brasil, entre 2013 e 2018, durante o programa Mais Médicos, recebeu mais de 8 mil médicos cubanos. O acordo, contudo, gerou controvérsia, com críticas sobre a retenção de parte dos salários dos profissionais pelo governo cubano.
A relação entre Cuba e Estados Unidos permanece marcada por décadas de embargo econômico e comercial imposto pelos EUA. Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, tem sido um crítico ferrenho do regime comunista, opondo-se a tentativas de reaproximação e defendendo o endurecimento das sanções. Recentemente, ele se opôs a iniciativas do governo Biden que visavam aliviar as restrições econômicas à ilha.
Fonte: http://revistaoeste.com










