A ativista climática sueca Greta Thunberg, de 22 anos, lidera uma expedição marítima com destino à Faixa de Gaza, a bordo de um navio ostentando a bandeira palestina. A iniciativa, denominada Freedom Flotilla Coalition, visa entregar ajuda humanitária e chamar a atenção para a crise na região. Autoridades israelenses sinalizaram que não permitirão a chegada da embarcação, elevando a tensão em torno da missão. A informação foi divulgada pela emissora Fox News.
Thunberg partiu do porto de Catânia, na Itália, acompanhada por outros ativistas. Em entrevista, a militante enfatizou a importância de persistir nos esforços, mesmo diante de adversidades. “Estamos fazendo isso porque, não importa as probabilidades, precisamos continuar tentando”, declarou Thunberg, ressaltando o compromisso do grupo em levar assistência à população de Gaza.
O exército de Israel está monitorando de perto a movimentação da flotilha. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel, General Effie Defrin, informou ao jornal britânico Times of London que o país está preparado para qualquer eventualidade. “Acumulamos experiência nos últimos anos e vamos agir de acordo”, afirmou o general, indicando uma possível intervenção.
A bordo do navio, além de Greta Thunberg, estão o ator Liam Cunningham, conhecido pela série Game of Thrones, e Rima Hassan, deputada francesa de origem palestina. Hassan está atualmente proibida de entrar em Israel devido a seu posicionamento contrário às operações militares israelenses em Gaza, adicionando um elemento de complexidade política à missão humanitária.
Anteriormente, outra embarcação da Freedom Flotilla Coalition sofreu danos suspeitos pouco antes de Thunberg embarcar, levantando acusações de sabotagem. O grupo atribuiu o incidente a drones israelenses, embora Israel não tenha se pronunciado sobre o caso. A ativista tem compartilhado a jornada em suas redes sociais, documentando a travessia e reforçando o propósito da missão.
“Porque o momento em que paramos de tentar é quando perdemos nossa humanidade”, declarou Greta antes de zarpar, demonstrando sua determinação. “E, por mais perigosa que seja a missão, não chega perto do perigo do silêncio do mundo diante do ‘genocídio’ transmitido ao vivo.”
Fonte: http://revistaoeste.com











