O ativista brasileiro Thiago Ávila, de 38 anos, foi deportado de Israel e está proibido de retornar ao país nos próximos 100 anos. A decisão foi tomada por um tribunal israelense após a interceptação da Flotilha da Liberdade, um movimento internacional que busca romper o bloqueio à Faixa de Gaza. Ávila estava entre os 12 ativistas detidos durante a ação.
A embarcação da Flotilha da Liberdade foi interceptada em águas internacionais enquanto tentava levar alimentos e medicamentos à população da Faixa de Gaza. Segundo Luciana Palhares, integrante do movimento no Brasil, Ávila se recusou a assinar um termo no qual reconheceria a tentativa de entrada ilegal em território israelense. “Ele é um preso político, por isso não aceitou assinar culpa de crime nenhum”, afirmou Palhares.
Em contraste, a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, que também estava no grupo, aceitou assinar o documento e já foi deportada. A Flotilha da Liberdade informou que alguns membros optaram por assinar os termos israelenses para poderem denunciar os acontecimentos após retornarem aos seus países. A situação gerou diferentes reações entre os ativistas.
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil se manifestou sobre o caso, condenando a interceptação da embarcação em águas internacionais. “Em flagrante transgressão ao direito internacional, o Brasil clama pela libertação de seu nacional e insta Israel a zelar pelo seu bem-estar e saúde”, declarou o Itamaraty em nota oficial. O governo brasileiro acompanha de perto o caso de Thiago Ávila.
Por outro lado, o governo de Israel alega que garante a assistência humanitária à Faixa de Gaza por meio de canais oficiais. O Ministério das Relações Exteriores israelense informou que “cerca de 11 milhões de refeições e mais de mil caminhões de ajuda humanitária entraram em Gaza através de Israel nas últimas duas semanas”, criticando as ações da Flotilha como “provocações e selfies”.
Fonte: http://revistaoeste.com










