O deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) concedeu entrevista ao programa Arena Oeste, da Revista Oeste, na qual abordou temas cruciais da política nacional, sinalizando uma possível candidatura ao Senado em 2026, caso Jair Bolsonaro concorra à presidência. O ex-ministro do Meio Ambiente também teceu duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à atuação de seus ministros.
Salles iniciou a conversa questionando a postura do STF em relação ao Marco Civil da Internet, classificando a proposta de regulação das redes sociais como uma tentativa de censura. “É claramente uma ação para controlar as redes, para censurar a opinião pública”, afirmou, demonstrando preocupação com a liberdade de expressão. Ele ainda criticou o ativismo judicial, alegando que este busca restringir a liberdade de expressão dos cidadãos.
Ainda durante a entrevista, Salles rejeitou comparações simplistas sobre o desmatamento na Amazônia durante diferentes governos. “Não é uma competição de quem é mais eficiente”, declarou, buscando desconstruir a narrativa que associa governos de direita à devastação ambiental. Para ele, a pobreza é o principal inimigo do meio ambiente, e o combate ao garimpo ilegal e ao crime organizado na região são fundamentais.
Ao explicar sua saída do PL e ingresso no Novo, Salles acusou a ala ligada a Valdemar Costa Neto de sabotar sua pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2024. Ele também criticou o apoio do PL à gestão Ricardo Nunes, afirmando que o partido abriga grupos com diferentes orientações ideológicas. No tocante às eleições de 2026, Salles deixou clara sua disposição em concorrer ao Senado, caso Bolsonaro dispute a presidência.
Salles também comentou a condenação da deputada Carla Zambelli pelo STF, questionando a isenção nos julgamentos e reafirmando seu voto contra a cassação da parlamentar na Câmara. Ele defendeu uma lei de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, considerando as penas aplicadas desproporcionais. A entrevista se encerrou com Salles reafirmando sua oposição ao “esquema do Centrão” e defendendo uma agenda liberal com privatizações e corte de gastos.
Fonte: http://www.revistaoeste.com










