A polícia colombiana prendeu, neste sábado, uma mulher suspeita de envolvimento no atentado contra o senador e pré-candidato à Presidência Miguel Uribe, do partido Centro Democrático. A prisão ocorreu em Caquetá, uma região ao sul da Amazônia colombiana, intensificando as investigações sobre o ataque.
As autoridades planejam transferir a detida para Bogotá, onde as investigações estão centralizadas. O caso ganhou grande repercussão nacional, reacendendo o debate sobre a segurança de líderes políticos na Colômbia e as ameaças ao processo eleitoral.
O atentado contra Uribe ocorreu no dia 7 de junho, durante um comício na capital. O senador foi baleado na cabeça e na coxa enquanto discursava para seus apoiadores. Apesar de apresentar sinais de melhora, ele permanece internado em estado grave.
Anteriormente, as autoridades já haviam detido outros dois suspeitos. Um deles, um adolescente de 15 anos, foi identificado como o autor dos disparos contra Uribe. A polícia informou que a arma utilizada no crime, uma pistola Glock, foi comprada legalmente nos Estados Unidos, no Arizona, em 2020.
“As equipes de investigação trabalham para identificar os mandantes e possíveis financiadores do atentado”, informou a polícia colombiana em comunicado. As autoridades não descartam o envolvimento de organizações criminosas ou grupos políticos interessados em desestabilizar o país, ampliando as linhas de investigação.
O ataque a Miguel Uribe reacendeu as discussões no Congresso colombiano sobre o endurecimento das leis de controle de armas e a necessidade de reforçar a proteção de figuras públicas, em meio a um clima de crescente tensão política.
Fonte: http://revistaoeste.com











