Braga Netto Busca Confronto Direto com Cid no STF em Ação do Suposto Golpe

A defesa do general Braga Netto intensificou sua estratégia na ação que investiga a suposta tentativa de golpe, solicitando ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a realização de uma acareação entre o militar e seu ex-ajudante de ordens, Mauro Cid. O objetivo, segundo os advogados, é esclarecer divergências cruciais identificadas nos depoimentos prestados por ambos.

Os advogados de Braga Netto argumentam que a acareação é fundamental para elucidar as acusações que pairam sobre o general, incluindo as alegações de envolvimento no suposto plano “Punhal Verde Amarelo” e o repasse de valores a Mauro Cid em uma sacola de vinho. A defesa busca demonstrar que as declarações de Cid carecem de provas concretas que as sustentem.

“Essa diligência complementar se mostra necessária para a devida apuração dos fatos, pois Cid não trouxe aos autos provas que corroborassem suas acusações em face do general Braga Netto”, justificou a defesa em sua petição ao STF. Além da acareação, os advogados também requereram a suspensão da ação penal, visando garantir tempo hábil para uma análise completa de todas as provas disponíveis.

Durante seu interrogatório na semana passada, Braga Netto negou veementemente ter conhecimento do plano “Punhal Verde Amarelo”, assim como o suposto repasse de dinheiro a Cid dentro de uma sacola de vinho, destinado a membros do esquadrão de elite do Exército, conhecidos como “kids pretos”. A defesa busca agora confrontar as versões apresentadas e fortalecer a posição do general no processo.

Adicionalmente, a defesa de Braga Netto também requereu ao STF uma investigação aprofundada sobre o perfil “@gabrielar702” no Instagram, supostamente utilizado de forma clandestina por Mauro Cid. A revelação, feita pela revista Veja, sugere que Cid manteve conversas sobre sua delação com uma pessoa próxima a Bolsonaro, contrariando declarações anteriores à Justiça. O ministro Alexandre de Moraes já solicitou à Meta, responsável pelo Instagram, o envio de dados relacionados ao perfil, mas a defesa de Braga Netto exige uma ampliação dessas informações, incluindo dados como endereço de IP, data de criação da conta e histórico de acessos.

O general, que atuou como ministro da Defesa, encontra-se preso desde dezembro do ano passado, acusado de obstruir as investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado e de tentar obter detalhes dos depoimentos de delação de Cid. A defesa, por sua vez, busca demonstrar a inconsistência das acusações e garantir o direito de Braga Netto a um julgamento justo e imparcial.

Fonte: http://www.revistaoeste.com

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