Em um gesto incomum, um restaurante especializado em frutos do mar em Long Island, Nova York, libertou uma lagosta de 110 anos que vivia em seu tanque. O crustáceo, carinhosamente apelidado de Lorenzo, foi devolvido ao oceano em uma cerimônia no dia 15 de junho, marcando o fim de sua longa estadia no estabelecimento.
O animal, que pesava impressionantes 9,5 quilos, havia escapado do destino comum de seus semelhantes. Segundo Butch Yamali, proprietário do Peter’s Clam Bar, a equipe simplesmente não teve coragem de vender Lorenzo. “Ele foi ficando e escapou da morte”, explicou Yamali, demonstrando um apreço inesperado pelo antigo habitante do tanque.
O restaurante compartilhou o momento da soltura nas redes sociais, celebrando a nova vida de Lorenzo. A legenda da publicação afirmava que o crustáceo agora está “vivendo sua melhor vida, aproveitando a brisa salgada (em vez de mergulhar na manteiga)”, em um tom bem-humorado.
Casos como o de Lorenzo não são totalmente inéditos. Em 2019, uma lagosta azul rara foi resgatada de um restaurante em Cape Cod, Massachusetts, e enviada para um aquário. A raridade da coloração azul, segundo o Instituto da Lagosta da Universidade do Maine, é de uma em dois milhões, causada por um defeito genético.
Além das azuis, existem lagostas amarelas, vermelhas e até albinas, sendo esta última a mais rara, com uma chance de captura de uma em 100 milhões. A história de Lorenzo, assim como a da lagosta azul, demonstra que, por vezes, o valor de um animal reside em sua raridade e longevidade, e não em seu potencial gastronômico.
Fonte: http://revistaoeste.com











