Uma série de eventos recentes no Brasil acende um alerta preocupante sobre a erosão da liberdade de expressão. A condenação de um humorista, processos contra jornalistas por ironia excessiva, questionamentos a políticas públicas judicializados e tentativas de censura a documentários levantam sérias questões sobre o futuro do debate público no país.
Esses incidentes, à primeira vista desconexos, revelam um padrão alarmante: o enfraquecimento da crítica, da ficção e do questionamento, pilares históricos da liberdade de expressão. Territórios antes considerados invioláveis agora se encontram sob ameaça, transformando o humor em risco jurídico, a crítica em “discurso de ódio” e a dúvida em afronta.
“O que importa é se alguém pode ter se sentido ofendido com algo que foi dito”, observa o autor, destacando a crescente ênfase na sensibilidade individual em detrimento da objetividade coletiva. Essa valorização da subjetividade, impulsionada por uma sociedade cada vez mais egoísta, coloca em risco valores democráticos fundamentais.
A analogia com o fundamentalismo religioso no Irã lança uma sombra inquietante. Assim como no Brasil, a subjetividade exacerbada dos líderes iranianos pavimenta o caminho para um regime totalitário, alerta o texto. A erosão dos valores coletivos e democráticos, substituídos pelo individualismo e pela sensibilidade exacerbada, representa um perigo real para a liberdade.
O autor conclui com um aviso sombrio: “Um Estado forjado em subjetividade está pavimentado para a chegada de um regime totalitário.” A defesa da liberdade de expressão, em todas as suas formas, torna-se, portanto, uma urgência para evitar que o Brasil siga o mesmo caminho.
Fonte: http://pleno.news











