Um terapeuta do Reino Unido teve sua licença profissional cassada após ser considerado culpado de má conduta grave. A decisão foi tomada após a constatação de que ele manteve um relacionamento sexual com uma ex-paciente, apenas dez dias após o término da terapia.
A proximidade entre o fim do tratamento e o início do relacionamento íntimo levantou sérias questões éticas. O Conselho de Psicoterapia do Reino Unido (UKCP) considerou que o terapeuta violou princípios fundamentais da profissão ao não respeitar o período de afastamento necessário após o acompanhamento.
De acordo com o processo, a paciente sugeriu um encontro para um drinque ao final da última sessão, convite inicialmente recusado pelo terapeuta. No entanto, ele aceitou uma nova proposta dez dias após o encerramento formal do tratamento, dando início a um relacionamento que durou cerca de seis meses.
Durante esse período, o casal manteve relações íntimas em diversas ocasiões, inclusive no carro do terapeuta, segundo consta nos autos do processo. A paciente, que sofria de fobia de dirigir, havia buscado ajuda profissional para superar seu medo.
O painel disciplinar do UKCP enfatizou que “qualquer psicoterapeuta que inicie uma relação sexual com seu ex-paciente apenas 10 dias após o término da terapia deve estar ciente de que sua conduta pode levar à violação”. A defesa do terapeuta argumenta que a punição foi desproporcional e conseguiu uma reavaliação do caso por um novo painel disciplinar.
Fonte: http://massa.com.br











