A prefeitura vai esperar o povo de Curitiba morrer para começar a agir

Hospital

Greca não aceitou a oferta do Athletico para construir um hospital de campanha alegando que não seria necessário.

Hoje em entrevista a uma rádio a superintendente executiva da Secretária Municipal de Saúde, Beatriz Battistella Nadas, afirmou que a compra de leitos da rede privada e a construção de um hospital de campanha, no Centro de Convenções do Parque Barigui, seriam soluções no caso de uma possível falta de leitos.

Curitiba ligou o alerta para a Secretária Municipal de Saúde, que definiu a bandeira laranja, com a suspensão de algumas atividades, a fim de evitar um colapso do sistema de atendimento aos pacientes com sintomas do coronavírus.

“Nós temos um plano de contingência. Nosso plano tem a previsão de um hospital de campanha, no Barigui, mas não chegamos nesse momento ainda e acreditamos que não haverá esse cenário. Há uma semana o Hospital Vitória está funcionando e temos a opção da compra de leitos da rede privada. Estamos trabalhando para evitar que chegue a 100% de ocupação”, disse a superintendente.

O Hospital Vitória tem 140 leitos – 120 de enfermaria e 20 de UTI. Mas, para Battistella, as pessoas não podem relaxar pelo simples fato de se ter vagas disponíveis. “Pensar que tem UTI e isso é bom? Não, é melhor não precisar de internamento. O vírus é tinhoso, porque se você fica um mês entubado tem uma gravidade muito séria para o restante da vida. Não se têm medicações efetivas ou vacina, então o ideal é você não se contaminar e aguardar que no futuro surja algo mais eficiente. Nossa única arma, no momento, é se prevenir e tomar cuidados para evitar a contaminação”, afirmou.

Bandeira laranja
Nesta segunda-feira (15), conforme decreto da Prefeitura de Curitiba, passou a valer a bandeira laranja, com restrição de atividades como academias, bares e cultos religiosos. Para Battistella, a intenção é evitar a necessidade de um lockdown (fechamento total da cidade). “Nós estamos percebendo na última semana um aumento importante no número de casos; nos atendimentos nas unidades de saúde, teleatendimento, hospitais e isso faz parte de uma pandemia. Olhando o que aconteceu neste período, tomamos a atitude de mudar para a bandeira laranja, a fim de dar uma freada no ritmo da cidade. Se não fizermos isso, teremos que ir para um lockdown, que não é o que queremos. Estamos tentando diminuir o ritmo da disseminação do vírus”, destacou.

Foto: Divulgação/Internet/AEN

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