Trump Adia Tarifaço Global e Anuncia Novas Taxas, Ameaçando Países Pró-Brics

Em uma série de medidas comerciais controversas, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto nesta segunda-feira, 7, adiando a retomada das tarifas recíprocas que afetam mais de 180 países para 1º de agosto de 2025. A decisão evita que as tarifas voltem a vigorar já na quarta-feira, 9. Paralelamente, o governo anunciou a imposição de novas tarifas a 14 países e ameaçou com sobretaxas aqueles que apoiarem o Brics.

A Casa Branca justificou o adiamento das tarifas globais com a necessidade de mais tempo para negociações e acordos comerciais. “Determinei, com base em informações adicionais e recomendações de vários funcionários seniores, incluindo informações sobre o status das discussões com parceiros comerciais, que é necessário e apropriado estender a suspensão”, diz o comunicado oficial. A equipe econômica de Trump foi autorizada a tomar todas as medidas necessárias para implementar a ordem, incluindo a suspensão de regulamentos.

Contudo, a medida não afeta as tarifas já impostas à China, que Trump tem tratado separadamente. Até o momento, os EUA conseguiram fechar acordos comerciais com apenas três países, apesar da pressão para expandir as parcerias. O governo parece apostar em uma estratégia agressiva para forçar negociações favoráveis.

Além do adiamento, Trump anunciou a aplicação de tarifas de importação a partir de agosto contra 14 países, incluindo África do Sul (30%), Bangladesh (35%), e Coreia do Sul (25%). A medida unilateral intensifica as tensões comerciais em um momento de incertezas econômicas globais. A lista completa dos países afetados e suas respectivas taxas foi divulgada.

No domingo, 6, Trump já havia gerado polêmica ao anunciar uma sobretaxa de 10% a qualquer país que apoie politicamente o Brics. “Não haverá exceções”, garantiu o republicano. O Brics, que agora reúne 11 países, expressou “séria preocupação” com o aumento de tarifas unilaterais, mas o recado parece ter sido ignorado pela administração Trump, sinalizando um cenário de tensões crescentes no comércio internacional.

Fonte: http://revistaoeste.com

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