O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre parceiros comerciais ao formalizar novas tarifas mínimas que variam de 25% a 40%. A medida, oficializada por meio de cartas enviadas nesta segunda-feira a 14 países, tem data para entrar em vigor: 1º de agosto. A ação reacende o debate sobre tensões comerciais globais e a busca por acordos que favoreçam os Estados Unidos.
Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca, revelou que outros países também receberão notificações similares nos próximos dias. A lista inicial de impactados inclui desde a África do Sul até a Coreia do Sul, passando por nações do sudeste asiático como Indonésia, Malásia e Tailândia. Laos e Myanmar enfrentarão as tarifas mais elevadas, atingindo o patamar de 40%.
Trump justifica as tarifas como uma forma de corrigir desigualdades comerciais e incentivar a produção interna nos Estados Unidos. Em correspondência dirigida ao primeiro-ministro japonês, Ishiba Shigeru, onde determinou a tarifa de 25% sobre mercadorias nipônicas, Trump enfatizou que empresas que produzirem em solo americano estarão isentas das taxas.
Além disso, Trump advertiu que qualquer retaliação com aumento de tarifas por parte dos países afetados resultará em cobranças adicionais por parte dos EUA. O ex-presidente defende que déficits comerciais prolongados representam um risco à segurança nacional americana.
A administração Trump também adiou para 1º de agosto a retomada das tarifas “recíprocas”, dando aos países mais tempo para apresentar contrapropostas. A decisão inicial previa a reativação dessas taxas já nesta semana, mas foi postergada em meio a negociações em andamento. A medida ocorre em um momento em que o ex-presidente também sinalizou a imposição de uma tarifa extra de 10% a países que apoiarem políticas alinhadas ao Brics. No entanto, ele não especificou quais nações seriam afetadas ou quais ações seriam consideradas contrárias aos interesses dos EUA.
A reação internacional não tardou. Autoridades chinesas criticaram a postura de Trump, argumentando que o uso de tarifas prejudica todos os envolvidos. A Rússia, por sua vez, defendeu o Brics, enfatizando que o bloco se baseia na cooperação e não tem intenção de agir contra outros países. “Vimos, de fato, essas declarações do presidente Trump, mas é muito importante destacar que a singularidade de um grupo como o Brics está no fato de que ele reúne países com abordagens e visões de mundo comuns sobre como cooperar com base em seus próprios interesses”, declarou o porta-voz Dmitry Peskov. Até o momento, o Brasil não se manifestou oficialmente sobre as novas tarifas.
Fonte: http://revistaoeste.com











