China Pune Família do Crime com Penas de Morte por Fraudes Bilionárias em Mianmar

A China endurece o combate ao crime transfronteiriço com a sentença de morte imposta a 11 membros da família Ming, notória por liderar um esquema de fraudes em Mianmar. A decisão judicial, divulgada nesta segunda-feira pela emissora estatal CCTV, também incluiu penas de prisão perpétua e longas condenações para outros 28 envolvidos. A ação demonstra o compromisso chinês em reprimir atividades ilegais que se estendem para além de suas fronteiras.

O julgamento, realizado na cidade de Wenzhou, revelou que a família Ming acumulou uma fortuna ilícita estimada em R$ 7,4 bilhões desde 2015. As atividades criminosas, sediadas em Laukkaing, região de Mianmar próxima à fronteira chinesa, envolviam casas de jogos ilegais, operações de fraude sofisticadas, tráfico de drogas e exploração da prostituição. Além dos crimes financeiros, o grupo foi responsabilizado por atos de violência, incluindo assassinatos.

De acordo com as investigações, a família Ming não hesitava em usar a violência para manter o controle sobre seus negócios ilícitos. Funcionários que tentavam retornar à China eram alvos de ataques, inclusive com armas de fogo. A ONU já havia identificado Laukkaing como um centro de fraudes, onde milhares de estrangeiros, principalmente chineses, eram submetidos a trabalho forçado em esquemas cibernéticos.

A família Ming, outrora uma das mais influentes do estado de Shan, controlava o complexo Crouching Tiger Villa, tristemente conhecido por suas práticas de tortura e violência contra trabalhadores. Estima-se que esses centros empregavam cerca de 10 mil pessoas, muitas das quais viviam em condições degradantes e desumanas.

Em 2023, Mianmar entregou diversos membros de famílias envolvidas em fraudes às autoridades chinesas. Paralelamente, ofensivas de grupos insurgentes, supostamente com o apoio da China, tomaram Laukkaing das forças armadas de Mianmar. O patriarca da família Ming, Ming Xuechang, teria cometido suicídio, enquanto outros membros confessaram seus crimes ou foram extraditados. “As sentenças reforçam o compromisso das autoridades chinesas em combater delitos na fronteira”, ressaltou um porta-voz do governo. A pressão de Pequim também levou a Tailândia a reprimir bases de golpes em sua fronteira com Mianmar no início deste ano.

Fonte: http://revistaoeste.com

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