O governo de Israel divulgou documentos apreendidos em Gaza que, segundo alega, comprovam o envolvimento direto do Hamas na organização e financiamento da Global Sumud Flotilla, uma iniciativa que busca desafiar o bloqueio naval imposto à Faixa de Gaza. A flotilha, que conta com a participação da ativista Greta Thunberg, tem sido alvo de controvérsia, com acusações de que sua missão humanitária é, na verdade, uma fachada para fins políticos.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmam que os documentos revelam uma estrutura organizacional ligada ao Hamas, por meio da Palestinian Conference for Palestinians Abroad (PCPA). A PCPA, descrita como um grupo de apoio à causa palestina, estaria sob o controle do Hamas, com nomes de dirigentes associados à flotilha constando em listas apreendidas, como Zaher Birawi, residente no Reino Unido.
Uma carta assinada em 2021 por Ismail Haniyeh, chefe político do Hamas, endossa formalmente a atuação da PCPA, o que para Israel reforça a suspeita de coordenação oficial. O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou que esses documentos “confirmam que ativos-chave da flotilha são efetivamente de propriedade e controle do Hamas”.
Diante dessas alegações, o governo israelense agora considera a flotilha como uma operação estratégica do Hamas para desafiar o bloqueio marítimo e aumentar sua legitimidade internacional, sob o pretexto de ajuda humanitária. A autenticidade e o contexto completo dos documentos apreendidos ainda carecem de verificação independente.
Em meio à polêmica, a Itália, com apoio de Israel, havia proposto que os suprimentos de ajuda humanitária fossem descarregados em Chipre e entregues ao Patriarcado Latino de Jerusalém, da Igreja Católica, para distribuição em Gaza. No entanto, essa proposta foi rejeitada pelos organizadores da flotilha.
Fonte: http://pleno.news











