A Polícia Civil do Paraná deflagrou uma operação que culminou no afastamento do vice-prefeito de Morretes, Vitor Bertolin, e na prisão preventiva de um ex-secretário de Infraestrutura. A ação, que faz parte da segunda fase da Operação Horímetro, foi realizada na quinta-feira, 30 de julho de 2026, e investiga um esquema de corrupção que envolve fraudes em licitações, contratos públicos, peculato, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro.
Além do vice-prefeito, o superintendente municipal de Obras e Projetos também foi afastado de suas funções. O ex-secretário foi localizado no Rio de Janeiro, onde teve o mandado de prisão cumprido, apesar de ter um endereço registrado em Morretes. Após ser detido, ele foi encaminhado ao sistema prisional, e as decisões judiciais impuseram medidas cautelares aos envolvidos.
As medidas determinadas pela Justiça proíbem os investigados de acessar a Secretaria Municipal de Infraestrutura e outros setores relacionados às investigações. Eles também não podem manter contato com testemunhas ou outros servidores públicos, e o descumprimento dessas determinações pode levar à decretação de prisão preventiva.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, há indícios de irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Morretes. As apurações revelam suspeitas de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos por empresas. Além disso, estão sendo investigadas reuniões em que teriam ocorrido solicitações e negociações de propina, bem como repasses financeiros para servidores e pessoas próximas aos envolvidos.
Outro ponto focal das investigações é a suspeita de que contas bancárias de parentes e terceiros estavam sendo utilizadas para ocultar e movimentar recursos originados em contratos de obras e serviços públicos. A polícia está em busca de identificar a participação de agentes públicos, empresários e intermediários, além de rastrear a origem e o destino dos valores movimentados.











