O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou um total de 15 pessoas por supostas ligações com uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas em Paranaguá, no Litoral do Estado. Com a aceitação da denúncia pela Justiça, os acusados agora são considerados réus no processo, que tramita na 1ª Vara Criminal da cidade.
Além da denúncia, a Justiça acatou o pedido do Gaeco e determinou a prisão preventiva de quatro dos denunciados. As prisões foram efetuadas nos últimos dias e, entre os detidos, está o homem identificado como líder do grupo, que constava em uma lista de criminosos mais procurados do Brasil. Seu nome não foi revelado pelas autoridades.
De acordo com informações do Gaeco, o suspeito não operava diretamente em Paranaguá, mas coordenava as atividades da organização a partir de outros estados, transmitindo ordens aos membros que atuavam no Litoral. O homem utilizava documentos e identidades falsas para dificultar sua localização, tendo sido preso recentemente pela Polícia Civil no Espírito Santo, onde estava com documentação falsificada.
A investigação revelou a possível participação de uma ex-escrevente de cartório no Maranhão na criação dos documentos falsos utilizados pelo líder da organização criminosa. Ela também figura entre os 15 denunciados pelo MP. Os outros três indivíduos que tiveram a prisão preventiva decretada ocupavam posições de comando na estrutura da organização, com funções ligadas à administração financeira, logística de armazenamento de drogas e supervisão de pontos de venda de entorpecentes em Paranaguá.
A denúncia apresentada pelo Gaeco inclui uma variedade de crimes a serem atribuídos aos 15 réus, levando em consideração a participação de cada um nas atividades ilícitas investigadas. As ações do grupo e as investigações do Gaeco refletem um esforço contínuo no combate ao tráfico de drogas e ao Crime Organizado na região.











