A secretária de Assistência Social de São João, Andrieli Borsati, de 32 anos, foi brutalmente assassinada na noite de terça-feira, 6 de outubro, em uma residência de veraneio localizada em Saudade do Iguaçu, no Sudoeste do Paraná. O principal suspeito do crime é seu marido, que se apresentou à Polícia Militar e confessou ter cometido o homicídio.
O homem procurou o destacamento da Polícia Militar em São João por volta das 23 horas, visivelmente embriagado e com marcas de sangue em suas roupas. Conforme relatou o capitão Zago, comandante da 2ª Companhia do 3º Batalhão da Polícia Militar, ele confessou a autoria do feminicídio durante a abordagem. “Os fatos se deram porque o autor se apresentou visivelmente embriagado e com marcas de sangue em suas vestes no pelotão da Polícia Militar”, afirmou o oficial em vídeo enviado à Rádio São João FM.
Durante a abordagem, o suspeito estava portando um canivete, que também apresentava vestígios de sangue. O objeto foi apreendido e será submetido a perícia. Após a confissão, uma equipe policial foi até a casa de veraneio, onde encontrou Andrieli sem sinais vitais e com múltiplos ferimentos causados por arma branca.
“Ao chegar ao local, a equipe constatou de fato que havia uma mulher caída e já sem sinais vitais, com diversos golpes de arma branca”, explicou o capitão Zago. O corpo da vítima foi encaminhado para necropsia, enquanto a Polícia Científica iniciará os exames periciais para esclarecer a dinâmica do crime.
O suspeito foi detido e levado para a Central de Flagrantes em Pato Branco, permanecendo à disposição da Polícia Civil. A investigação se concentrará em apurar as circunstâncias do homicídio, suas motivações e a dinâmica da agressão que levou ao trágico desfecho.
Este caso representa mais um episódio de violência de gênero, que tem se tornado uma preocupação crescente nas discussões sobre segurança e direitos das mulheres no Brasil.









