O Tribunal do Júri de Maringá proferiu a condenação de três indivíduos envolvidos no assassinato do vigilante Igor Santos Artigas, que ocorreu em fevereiro de 2019. A maior pena foi imposta a Alessandro da Silva Riguetto, que deverá cumprir 24 anos, quatro meses e 25 dias de reclusão, além de nove meses e dez dias de detenção e 38 dias-multa. Seu irmão, Leandro da Silva Riguetto, recebeu uma pena de 22 anos de reclusão, seis meses de detenção e também 38 dias-multa. João Alencar do Nascimento Jacomo, conhecido como “Na Bota”, foi condenado a 13 anos e nove meses de reclusão. Somadas, as penas ultrapassam 60 anos, e os condenados deverão cumprir suas sentenças inicialmente em regime fechado. A possibilidade de contestação da decisão judicial existe por meio de recurso.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), Alessandro e Leandro Riguetto foram os responsáveis pelos disparos que resultaram na morte de Igor Santos Artigas, enquanto João Alencar dirigiu o veículo utilizado no crime. O assassinato ocorreu no dia cinco de fevereiro de 2019, quando Igor, de 39 anos, pilotava uma motocicleta na região do Conjunto Borba Gato e foi perseguido por um Honda Fit preto. Os disparos foram efetuados nas proximidades do cruzamento das avenidas Carlos Correa Borges e Nildo Ribeiro da Rocha.
O carro utilizado na ação criminosa havia sido roubado na noite anterior e foi encontrado posteriormente incendiado na área do Parque Itaipu. As investigações indicaram que o homicídio foi premeditado e estaria vinculado ao trabalho da vítima como vigilante, que supostamente repassava informações sobre crimes e tráfico de drogas às autoridades competentes.
Durante o julgamento, uma declaração da advogada Josiane Monteiro, que atuou ao lado da acusação, chamou a atenção para a participação de João Alencar. Segundo o relato feito na sessão, ele teria fornecido informações que ajudaram a identificar a participação dos irmãos Riguetto no assassinato. Esse testemunho surpreendeu os réus, que souberam do conteúdo naquele momento do julgamento.
O caso, que trouxe à tona a discussão sobre a segurança e a atuação de vigilantes em áreas de risco, levanta preocupações sobre a proteção de profissionais que atuam na segurança pública. A condenação dos réus é um passo importante para a justiça em um crime que chocou a comunidade local e destaca a necessidade de medidas mais rigorosas no combate à violência.
As consequências desse julgamento podem ter um impacto significativo na percepção pública sobre a segurança em Maringá e na atuação do sistema judicial em casos de crimes violentos, especialmente aqueles que envolvem profissionais que trabalham em função de proteger a sociedade.








