Em um encontro que não constava na agenda oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com Julian Assange, fundador do WikiLeaks, em Roma, na última sexta-feira, 25. A informação foi divulgada pelo próprio presidente em suas redes sociais, gerando repercussão sobre o teor da conversa e o apoio do governo brasileiro à causa de Assange.
Lula detalhou que o encontro abordou temas cruciais relacionados à proteção dos direitos fundamentais, com destaque para o papel do Papa Francisco na defesa da liberdade de expressão. “Comentamos sobre o engajamento do Papa Francisco em favor da causa da liberdade de expressão e de defesa da democracia”, escreveu o presidente, ressaltando a importância do apoio religioso à causa de Assange.
O presidente brasileiro enfatizou que a campanha internacional pela libertação de Assange ganhou novo impulso após o Papa Francisco receber a família do ativista em 2023. “Foi a partir da audiência concedida pelo Papa à mulher e aos filhos de Assange, em 2023, que a campanha pela libertação do jornalista ganhou novo ímpeto”, relatou Lula, sublinhando a influência do pontífice no cenário global.
Além disso, Lula expressou sua surpresa com o estado de saúde de Assange e com o processo de retomada de sua vida pessoal e profissional. “Fiquei muito feliz em constatar que Assange está bem de saúde e está reconstruindo a sua vida familiar e profissional”, afirmou o presidente, demonstrando otimismo em relação ao futuro do jornalista.
Ao final de sua declaração, Lula exaltou a trajetória de Assange e destacou seu papel fundamental na luta por transparência e garantias fundamentais. “Ele é um exemplo para todos que atuam em defesa da liberdade de imprensa e dos direitos humanos”, concluiu o presidente, reforçando seu apoio à causa defendida pelo fundador do WikiLeaks.
**Quem é Julian Assange?**
Julian Assange é um jornalista e programador australiano que ganhou notoriedade mundial como fundador do WikiLeaks, plataforma criada em 2006 para divulgar documentos secretos de interesse público. O site se propôs a ser um espaço seguro para informantes anônimos compartilharem informações sensíveis sobre governos e corporações.
O WikiLeaks atingiu seu auge entre 2010 e 2011, com a publicação de documentos sigilosos do governo dos EUA, incluindo o vídeo “Collateral Murder”, que mostrava um ataque aéreo americano que matou civis no Iraque. As revelações tiveram um impacto imenso e geraram repercussão internacional.
A partir de 2010, Assange enfrentou pressão judicial, incluindo um pedido de extradição da Suécia, que ele alegava ser uma manobra para entregá-lo aos EUA. Em 2012, buscou refúgio na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição.
Em 2019, o Equador retirou seu asilo, e Assange foi preso pela polícia britânica, enfrentando um pedido de extradição dos EUA, onde é acusado de crimes relacionados à publicação dos documentos secretos. A campanha por sua libertação ganhou força, contando com apoio de organizações de direitos humanos e chefes de Estado.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











