O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elevou o tom contra líderes do Reino Unido, França e Canadá, após estes manifestarem publicamente o desejo de um cessar-fogo na Faixa de Gaza. Em uma declaração contundente, Netanyahu questionou a compreensão desses líderes sobre as verdadeiras intenções do Hamas, grupo que ele descreve como fundamentalmente comprometido com a destruição de Israel.
Netanyahu expressou sua discordância em relação à defesa de um Estado palestino, argumentando que tal medida representaria “o maior prêmio possível ao Hamas”. Ele relembrou o período em que Gaza, segundo ele, funcionou como um Estado palestino de fato, e o resultado teria sido o “massacre mais brutal de judeus desde o Holocausto”, em vez de paz.
A reação do Hamas não tardou, com o grupo divulgando um comunicado de agradecimento aos governos britânico, francês e canadense. O Hamas elogiou a suposta rejeição desses países à política de cerco e restrição imposta por Israel à população de Gaza.
Diante do agradecimento do Hamas, Netanyahu foi incisivo: “Quando assassinos em massa, estupradores, assassinos de bebês e sequestradores agradecem vocês, é porque estão do lado errado da justiça. Estão do lado errado da humanidade e da história”. O premiê israelense também argumentou que, ao insistirem na promoção da paz, os líderes ocidentais estariam, na realidade, incentivando o Hamas a prosseguir com seus atos de violência.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, respondeu às acusações condenando o assassinato de dois funcionários da Embaixada de Israel em Washington, ocorrido recentemente. Starmer reafirmou seu compromisso com a erradicação do antissemitismo e expressou solidariedade à comunidade judaica.
Fonte: http://revistaoeste.com











