A ativista climática Greta Thunberg, juntamente com um grupo de 12 pessoas, está a bordo de um navio que se dirige à Faixa de Gaza. O objetivo declarado da missão, segundo Thunberg, é “levar ajuda humanitária à região”. No entanto, a embarcação pode não conseguir alcançar seu destino, pois enfrenta forte oposição de Israel.
O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o governo tomará medidas para impedir a chegada do barco ao enclave palestino. Katz justificou a decisão afirmando que o bloqueio naval é essencial para evitar o contrabando de armas para o Hamas, grupo considerado terrorista por Israel e outros países.
A embarcação, batizada de Madleen e coordenada pela Freedom Flotilla Coalition, partiu da Sicília, Itália, no último domingo. Entre os passageiros, destaca-se a deputada francesa Rima Hassan, de ascendência palestina, que está proibida de entrar em Israel devido às suas críticas ao país. O ator Liam Cunningham, conhecido por seu papel na série “Game of Thrones”, e o brasileiro Thiago Ávila também fazem parte do grupo.
Durante a viagem, os ativistas relataram problemas técnicos no radar do barco, atribuindo as falhas a uma possível “interferência eletrônica”. Thiago Ávila chegou a mencionar em um vídeo que o bloqueio das comunicações sugere uma ação israelense de interceptação ou ataque, levantando preocupações sobre a segurança da missão.
Antes de zarpar, Greta Thunberg criticou o que descreveu como “silêncio mundial diante da situação em Gaza”, classificando-o como um “genocídio transmitido ao vivo”. O governo de Israel rejeita veementemente as acusações, considerando as críticas como antissemitas e defendendo suas ações como medidas de autodefesa.
Fonte: http://revistaoeste.com











