O Irã, outrora um aliado do Ocidente, passou por uma transformação radical em 1979 com a ascensão de radicais islâmicos ao poder. Essa mudança marcou o início de um ambicioso projeto: consolidar o Irã como a principal potência do Oriente Médio. Esse projeto, imbuído de ambições políticas, religiosas e históricas, busca resgatar o legado da antiga Pérsia, um dos impérios mais influentes da história.
O cerne da estratégia iraniana reside na crença de ser o herdeiro legítimo de grandes impérios, destinado a liderar. No entanto, para concretizar essa visão, o Irã precisa confrontar dois adversários cruciais. Israel, na perspectiva iraniana, é visto como uma criação imperialista ocidental, implantada no coração do mundo islâmico com o apoio dos Estados Unidos e da Europa.
A derrubada de Israel representaria um ganho de prestígio significativo no mundo islâmico, posicionando o Irã como defensor da região. O segundo grande oponente é a Arábia Saudita. Apesar da aparente unidade religiosa, a divisão entre sunitas (sauditas) e xiitas (iranianos) alimenta uma intensa disputa pela liderança religiosa e política no mundo islâmico.
Essa disputa transcende fronteiras territoriais, configurando-se como uma batalha por fé, influência e o futuro do Oriente Médio. A busca pelo desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã intensificou ainda mais as tensões. Enquanto setores da esquerda americana demonstraram apoio ao programa nuclear iraniano, conservadores e parte do establishment manifestaram preocupação com a ameaça que um Irã nuclear representaria para a estabilidade regional e os interesses ocidentais.
“Um Irã armado é uma ameaça aos negócios e aliados da região”, afirmam analistas. Israel, por sua vez, enxerga o programa nuclear iraniano como uma ameaça existencial. Diante da inação do Irã em recuar com seu programa nuclear após ultimatos, Israel, supostamente com apoio dos EUA, teria realizado ataques a instalações nucleares iranianas, em uma ação descrita como “uma briga pela sobrevivência, existência e proteção de Israel”.
Fonte: http://pleno.news











