A escalada de tensões entre Israel e Irã ganha um novo capítulo com a movimentação estratégica dos Estados Unidos. A Força Aérea americana deslocou entre dois e seis bombardeiros B-2 Spirit de sua base no Missouri, um movimento que eleva o nível de alerta na região. Essas aeronaves furtivas são as únicas no arsenal dos EUA capazes de lançar a GBU-57, uma superbomba projetada para destruir instalações subterrâneas.
Com quase 15 toneladas, a GBU-57 é capaz de penetrar até 60 metros no subsolo, representando uma ameaça direta aos bunkers nucleares iranianos. A mobilização dos B-2 acontece em um momento delicado, com o ex-presidente Donald Trump sinalizando uma possível participação dos EUA em ações militares de Israel contra o Irã. O envio de reforços ao Oriente Médio, incluindo grupos de porta-aviões, também indica um aumento da presença militar americana na região.
Apesar de sua capacidade stealth, os B-2 podem ser rastreados durante os estágios iniciais de voo, enquanto seus sistemas de localização permanecem ativos. A operação de deslocamento envolveu o apoio de oito aeronaves de reabastecimento aéreo KC-135, essenciais para garantir o alcance em missões de longa distância. Essa logística permite que os B-2 alcancem alvos estratégicos no Irã, como o centro nuclear subterrâneo de Fordow, com autonomia para voos superiores a 11 horas.
Analistas apontam que o destino mais provável dos bombardeiros é a base de Diego Garcia, no Oceano Índico. Considerada segura e estrategicamente posicionada, Diego Garcia oferece a distância ideal para possíveis ataques ao Irã, além de estar fora do alcance dos mísseis balísticos iranianos. Alternativamente, a base de Guam, no Pacífico, também é uma opção, embora rotas a partir dali exijam sobrevoos complexos.
Cada B-2 Spirit tem a capacidade de transportar até duas bombas GBU-57. Esse armamento, o mais potente do arsenal americano fora do escopo nuclear, é especificamente projetado para alvos fortemente protegidos, algo que Israel não possui em seu inventário. “O que restou [do programa nuclear iraniano] não resistirá a outra onda de bombardeios”, afirmam Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky, em reportagem da Revista Oeste, ressaltando o impacto das ações conjuntas entre Israel e EUA.
Fonte: http://revistaoeste.com











