Após revés no Congresso, Haddad avalia judicializar questão do IOF ou aprofundar cortes no Orçamento

A derrubada, pelo Congresso Nacional, do decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) elevou a tensão entre o Executivo e o Legislativo. Diante desse cenário, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estuda alternativas para mitigar o impacto fiscal da decisão.

As opções em análise incluem a possibilidade de acionar o Supremo Tribunal Federal (STF), realizar novos cortes no Orçamento ou buscar outras fontes de receita. A decisão final sobre qual caminho seguir caberá ao presidente Lula, conforme informações divulgadas pela *Folha de S.Paulo*.

Haddad manifestou sua preferência por recorrer ao STF, ao mesmo tempo em que alertou para as consequências de novos cortes orçamentários. Tais medidas poderiam afetar áreas cruciais como saúde, educação e habitação popular, já impactadas por bloqueios anteriores no Orçamento.

“Eu acordei com uma ligação da Gleisi, com o tuíte”, relatou Haddad, referindo-se à comunicação que recebeu sobre a votação no Congresso. O ministro enfatizou que respeita a autonomia do Parlamento, mas defendeu a reavaliação da legalidade do decreto.

Em um momento de impasse, Haddad elevou o tom ao criticar a elite financeira, alegando que parte da resistência no Congresso e no setor empresarial decorre de propostas que afetam os mais ricos. Ele defende uma reforma tributária que corrija distorções, como a baixa tributação sobre as grandes fortunas.

Fonte: http://www.revistaoeste.com

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