O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB-SP) defendeu o programa “Crédito do Trabalhador”, popularmente conhecido como “empréstimo do Lula”, durante a Apas Show 2025, em São Paulo. Segundo Alckmin, a iniciativa visa aumentar a renda dos trabalhadores sem, contudo, levá-los ao endividamento excessivo. O evento reuniu líderes do setor supermercadista e autoridades para debater desafios e oportunidades do mercado.
João Galassi, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), expressou preocupação com as altas taxas de juros do crédito consignado. Ele alertou para o risco de sobrecarga financeira para os trabalhadores e as potenciais consequências para a economia. Galassi também defendeu a redução das taxas aplicadas ao voucher de alimentação, visando aliviar o custo para os trabalhadores.
Alckmin reconheceu que muitos trabalhadores enfrentam juros anuais elevados, chegando a 80%. Ele argumentou que a redução dessas taxas poderia diminuir as parcelas dos empréstimos, permitindo maior poder de consumo e até mesmo a formação de poupança. “Vou levar ao governo a preocupação com a questão do endividamento”, afirmou o vice-presidente, sinalizando uma possível revisão das políticas de crédito.
Empresários do setor supermercadista aproveitaram a oportunidade para apresentar demandas ao governo. Uma das propostas mais debatidas foi a criação de um regime de trabalho “horista”, no qual os trabalhadores seriam remunerados pelas horas efetivamente trabalhadas. Erlon Carlos Godoy Ortega, presidente da Associação Paulista de Supermercados, justificou a proposta com o argumento de que, somente em São Paulo, existem cerca de 35 mil vagas não preenchidas no setor.
A proposta do regime horista recebeu o apoio do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP), que comparou o modelo ao funcionamento de plataformas como a Uber. Além disso, os supermercadistas solicitaram a liberação da venda de medicamentos isentos de prescrição em seus estabelecimentos. Alckmin se comprometeu a estudar o assunto e também abordou a crescente preocupação com os gastos com apostas esportivas, indicando que o governo poderá endurecer as regras do setor.
Fonte: http://www.revistaoeste.com











